Não pensei que ansiedade fosse tão perturbadora.
Ficar ali,
esperando, esperando...
Coração apertado, e eu ali.
Mera bobona, ensaiando palavras e atitudes.
Olhando pra todos os lados
mesmo sem nada enxergar.
Caminhando sem ter um rumo certo a tomar.
Deus, o que era aquilo?
Mãos suando frio,
inquietação.
Boca e garganta secas,
inquietação.
Sorriso descontrolado,
inquietação.
Meu olhar e pensamento estavam apenas ali,
naquelas portas.
Malditas portas!
Pernas tremendo,
mais uma vez a droga da inquietação!?
Até que a emoção toma o lugar da chata inquietação.
Era ele.
Por Deus, era ele mesmo?
Corpo, já não mais respondia.
Coração danou a acelerar.
E ele estava lá.
Fui ao seu encontro.
Meu sorriso já não mais cabia em mim.
E eu o vi.
Eu o abracei.
Eu o beijei.
Eu o senti.
Aquele momento de euforia misturada com correria e pressa,
não deixou por estragar aquele contato.
O primeiro.