22/06/2012

Inquietação

Não pensei que  ansiedade fosse tão perturbadora.
Ficar ali,
esperando, esperando...

Coração apertado, e eu ali.

Mera bobona, ensaiando palavras e atitudes.
Olhando pra todos os lados
mesmo sem nada enxergar.
Caminhando sem ter um rumo certo a tomar.

Deus, o que era aquilo?

Mãos suando frio,
inquietação.
Boca e garganta secas,
inquietação.
Sorriso descontrolado,
inquietação.

Meu olhar e pensamento estavam apenas ali,
naquelas portas.
Malditas portas!

Pernas tremendo,
mais uma vez a droga da inquietação!?

Até que a emoção toma o lugar da chata inquietação.

Era ele.
Por Deus, era ele mesmo?

Corpo, já não mais respondia.
Coração danou a acelerar.

E ele estava lá.

Fui ao seu encontro.
Meu sorriso já não mais cabia em mim.
E eu o vi.
Eu o abracei.
Eu o beijei.
Eu o senti.

Aquele momento de euforia misturada com correria e pressa,
não deixou por estragar aquele contato.
O primeiro.