30/06/2012

AUTOBIOGRAFIA...!?

             25 de setembro de 1992. Nesta data, o mundo começava pra muitas pessoas.
Inclusive pra mim. Uma menina. Esperada, planejada e amada. Certamente, a chegada de um bebê é a alegria da família. O comentário do ano. 
             Até a criança crescer e chegar na temida fase. A juventude.
             Nos primeiros anos tudo são flores, né? Os primeiros passinhos, primeiros dentinhos, primeiras palavras, primeiro dia na escola. A criança sempre sendo apreciada, amada em tudo o que faz.
            Todos os problemas são escondidos e tudo está sempre bem. Existem sempre as pessoas "boas" e as pessoas "ruins". Enquanto se é criança é preciso acreditar nos outros, acreditar somente no que te é imposto ou numa realidade, digamos, maquiada.
             E então... Eu cresci. Dizem que é a lei natural da vida! 
             Crescer é interessante, cada descoberta nova, gente nova, sensações novas. "Independência"? É, pode ser... A medida que se cresce, as máscaras de todos ao redor vão caindo e a criança de antes começa a descobrir que a maquiagem está sendo lavada. Tudo, porque a menina começou a pensar, a ter personalidade e usar uma temida palavra: "porquê?". 
              É aí que começam as dores. Dores terríveis, de não poder ter quem você mais quer por perto, e acreditando numa realidade criada por outros.
              Chega a adolescência, no meu caso, bem tardia. Comecei a descobrir meus próprios gostos e pôr em prática a minha personalidade. Sendo criticada, como sempre são os que têm pensamento próprio. Não sabia quem eu era, o que queria, o que sabia fazer, talento? O que é isso? Eu tinha algum? Crises e mais crises de identidade. Psicólogos, terapeutas e etc. Tudo com a intenção de suprir uma necessidade que eles me privaram - o carinho - tive mãe, mas não a minha mãe. A mulher que me criou, uma mulher forte, que me deu uma educação incrível. Devo tudo a ela, e não a culpo de nada. Os culpados são outros, e eles sabem quem são.

            A MINHA LUZ, MINHA ESTRELA BRILHAVA - O TALENTO ME CHAMA

            O período de turbulência chegou, longos dias. Doídos dias. Me refugiei em coisas momentâneas. Prazeres que ali, na hora, faziam com que eu esquecesse de tudo. Álcool, cigarros, saídas constantes. Cheguei no fundo, não sei como não me envolvi com coisas sérias. Minha cabeça foi resistente, SORTE.
           Em meio a tantos problemas, tantas besteiras feitas, ela estava lá. Me dando forças, e me estendendo a mão pra me ajudar a sair daquele poço escuro em que eu me enfiara. Enfim eu podia tê-la ao meu lado, e abraçá-la, como nunca havia feito antes. Minha mãe. Demorou, mas chegou o dia em que tudo se acertou.
           A partir daí tinha minha mãe e meus amigos. Verdadeiros amigos, pelos quais hoje sou muito grata e sempre serei. Começara pra mim uma nova fase. Novas portas foram abertas, novas oportunidades. Juntamente com essas novidades veio o reconhecimento - agora já tinha ciência das minhas qualidades e do meu talento. 
          Por um momento enrijeci, endureci. Virei uma pessoa carrasca, rígida, quiçá severa demais. Tive que me tornar assim, foi melhor. Mas mudei, tive motivos pra enxergar que ser assim só faz com que as pessoas sintam medo de mim. Eu tinha tudo, mas não tinha nada. Me sentia incompleta, mas não sabia o porque.
         Até que chegou a minha resposta, a peça do quebra-cabeça que faltava. Depois, um mix de sensações me tomaram. Ele havia chegado, meus anjos protetores demoraram pra colocá-lo na minha vida. Talvez não estivesse preparada pra tê-lo. Problemas diversos enfrentamos, mas tudo ficou bem no final. Agora, me atenho e preservo tudo o que tenho e que conquistei com tanto esforço, dedicação e suor. Me declaro feliz e totalmente completa. Me declaro uma aprendiz. Não tenho vergonha de assumir que pouco sei. Mas continuo numa busca incessante, numa ânsia de querer sempre buscar mais, aprender mais.
Sou poeta, sou batalhadora, sou Martha Cavalcante. 

29/06/2012

Ler Clarice.

Ler Clarice Lispector é viver em permanente estado de paixão. Ler Clarice exige uma mudança de postura do leitor no modo pelo qual ele se aproxima do texto. É que o texto de Clarice pede uma escuta atenta, uma entrega de quem o lê. Clarice fala de coisas presentes no nosso dia-a-dia, o modo pelo qual reagimos aos acontecimentos mais banais, como andar na rua, olhar-se ao espelho ou conversar com um amigo. Ela nos mostra, também, outras coisas vivenciadas interiormente, aqueles momentos sem palavras dos quais só o nosso coração testemunha. Clarice escreve textos como quem vai desvelando a realidade, sondando os gestos, os olhares; tudo tão sutilmente que quando o leitor se dá conta vê-se diante de um instante mágico, especial, ao reconhecer a sua vida, a si mesmo, através daquelas palavras.Ler Clarice é uma oportunidade de mudar o seu olhar diante do universo. É estar disponível para se aventurar no seu interior de forma irracional, sem censuras. Deixar-se levar pela imaginação, pela intuição e usá-las como forma de conhecimento. Viver essa experiência de ser leitor de Clarice é uma aventura no que ela tem de imprevisível, surpreendente, perigoso, ao mesmo tempo é um presente porque quando se está lendo Clarice você se sente especial dentro deste universo criado por ela. Especial porque você consegue se reconhecer como um ser humano cheio de limitações, sujeito às adversidades da vida, ao fracasso, às crises, mas também capaz de trilhar um caminho repleto de descobertas, de sustos, de grandes alegrias, de momentos de êxtase, vertigens, delírios.Ler Clarice é a possibilidade de viver intensamente o que se é.. Teresa Montero


Escritora, sim. Intelectual, não.

     “Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. 
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
       O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”

- Clarice Lispector

28/06/2012

A rosa

Por sua beleza e diversidade é admirada.
Tende a ser temida, também.

Aos olhos,
É sempre bela.

Possui espinhos.
Espinhos estes, que só ferem a quem não sabe manuseá-la corretamente.

A rosa é sinônimo de amor, paixão, beleza e ternura.
Podendo, também, lembrar a dor.

A dor que a rosa causa
É a mesma dor que a rosa sente
Ao ser mal tocada.

A rosa é linda aos olhos,
Mas difícil de se adaptar.
É essa a beleza da rosa
Uma beleza difícil.

Inconstância.

Posso estar aqui
Posso estar ali
Posso ser você
Mas posso parecer comigo.

Posso sentir ódio
Posso sentir amor
Posso abraçar-te
Posso virar-te as costas.

Neste momento
Tudo é delicado, incerto ou contraditório.
Explosivo.

Posso estar cheia
Posso estar vazia
Posso estar incerta
Posso ser inconstante.

25/06/2012

Broken Angel


He's not worth all those tears that won't go away
Was I sad when he crushed all my dreams
And I seem so strong sometimes
But I know that I still feel the same
As that little girl who shined like an angel
Even after his lazy heart put myself through hell

I wish see that
Still I try to impress him
And he never will listen me

He would leave me alone
And leave me so cold
When I was his daughter
But the blood in my veins
As I carry his name
Turns thinner than water
I'm just a broken angel


(Adaptação da música Broken Angel - Boyce Avenue)

24/06/2012

A dor de um até logo.

Dói.
Minha dor neste momento não é uma dor doída.
Não, minha dor é uma dor de alegria
Que passará
Sei que passará.
Tem que passar...

Sonho.

Parece ter sido tudo um sonho,
Um longo sonho.
Nós dois ali.
Sem nada mais importar.

Um sonho,
Nós dois.

 Lá fora o sol ardia
O dia continuava sem sequer saber
Que, para nós, transformara-se em noite.

Um sonho,
Nosso amor.

Estávamos ali,
Entregues ao desejo e a paixão.
Que por diversas vezes
Fora imaginado e fantasiado por nós.

Então levantamos.
Não tínhamos dormindo.

Não tinha sido um sonho.

22/06/2012

Inquietação

Não pensei que  ansiedade fosse tão perturbadora.
Ficar ali,
esperando, esperando...

Coração apertado, e eu ali.

Mera bobona, ensaiando palavras e atitudes.
Olhando pra todos os lados
mesmo sem nada enxergar.
Caminhando sem ter um rumo certo a tomar.

Deus, o que era aquilo?

Mãos suando frio,
inquietação.
Boca e garganta secas,
inquietação.
Sorriso descontrolado,
inquietação.

Meu olhar e pensamento estavam apenas ali,
naquelas portas.
Malditas portas!

Pernas tremendo,
mais uma vez a droga da inquietação!?

Até que a emoção toma o lugar da chata inquietação.

Era ele.
Por Deus, era ele mesmo?

Corpo, já não mais respondia.
Coração danou a acelerar.

E ele estava lá.

Fui ao seu encontro.
Meu sorriso já não mais cabia em mim.
E eu o vi.
Eu o abracei.
Eu o beijei.
Eu o senti.

Aquele momento de euforia misturada com correria e pressa,
não deixou por estragar aquele contato.
O primeiro.




18/06/2012

Algo a ser pensado.

Dizem que o que te faz sorrir te faz bem. Dizem que o sentimento quando é verdadeiro só te arranca sorrisos e alegrias.
E quando a sua alegria e a sua felicidade destrói e arranca lágrimas de outra pessoa? Uma pessoa que você também ama.
Meu amor está dividido entre a alegria e a tristeza, literalmente. Estou feliz por demais, mas ao mesmo tempo sofro por estar ferindo o coração de alguém.
E quando você tem uma certa insegurança sobre o passado, mesmo sabendo que o presente é  que importa?
Eu sinto, sinto coisas nunca sentidas. É tudo novo, estou em uma área de experiêcias nunca vividas. Mas tenho que conter a minha alegria, pra não ferí-la (mais).
Espero o futuro, aguardo-o ansiosamente. Vivo a minha felicidade, embora calada.
Mas feliz.

17/06/2012

Quem diz que a vida é fácil é porque não sabe viver.E é assim que a vida segue, derrubando e levantando.Altos e baixos.Perdas e ganhos.Partidas e chegadas.E a vida vai indo, traçando seu destino.Sempre caminhando em frente.Nunca olhando pra trás.

Emo. Ser ou não ser.

Esse termo, "emo", é atribuído àqueles jovens extremamente sentimentais, que falam sobre sentimentos diversos, incompreensão, andam de preto, usam franjas enormes, etc. Geralmente essa fase aparece na adolescência. 
Uma época em que tudo é novo e confuso. É claro que existem casos e casos. 
Muitos associam os emos àqueles que tentam se matar. 
Esse tipo de comportamento são de jovens com sérios problemas psicológicos, senão familiares. Não é todo emo que se mata, que se corta. Talvez isso seja uma forma de chamarem atenção de quem  menos têm. Porque, convenhamos, toda atitude tem um motivo. Ninguém se corta porque acha bonito.
Antigamente eu costumava criticar essa "tribo", mas olhei pro meu passado e vi que  fui um dia, isso se eu não for até hoje.
Se ser emo significa ser sentimental, gostar de coisas românticas, ouvir músicas fofinhas, então eu me declaro emo com todas a as letras.

Bom dia :)

Bom, antes de mais nada, isso não é poesia. :)

Gente, poesia se tornou meu combustível, sério. Tudo o que sinto transmito em versos e estrofes. Me sinto bem, procuro a cada momento melhorar mais ainda. Não tenho pretensão de ficar famosa, até porque né, sou apenas mais uma poeta entre tantos (as) outros (as). Busco apenas expor meus sentimentos seja alegria, tristeza, crítica, ironia.
Me vejo em um momento em que consigo escrever sobre sentimentos. Escrevendo de uma forma, digamos, "madura" sobre isso. Tenho inspiração, escrevo com alegria, como sempre fiz. Mas  alegria a alegria agora é outra. Estou extasiada, ludibriada, encantada.

Soneto de fidelidade - Vinicius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, a angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Motivo - Cecília Meireles


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidas,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

15/06/2012

Sua voz.

Ouvir sua voz
Tornou-se curcial pra mim.

Um calor me sobe,
Corando meu rosto,
Causando um tremor em minhas mãos
Logo passando por todo meu corpo.

Não me imagino mais sem essa voz
Não me imagino mais sem essas coisas que me diz
Não consigo ver-me sem esses arrepios causados por você.

Uma sensação de medo e desafio me domina,
Uma urgência de ter-te sempre ao meu lado.

Com toda essa distância
Parece impossível.
Mas sei que onde quer que você esteja
Você estará comigo
Assim como você estará em mim.

14/06/2012

Um amor puro.

A mais pura forma de amar.
O teu simples jeito de me encantar.
Aninhar-te aqui em meu peito,
Sentir tua respiração junto à minha.

Venha,
Fique,
Não tenha medo.

Pegue minha mão,
Coloque-a em seu peito
E não tire nunca mais.

Não estacione, coruja.

A coruja estacionada em local proibido,
Pôs-se a observar a sociedade deturpada.
De um lado a corrupção,
De outro o pre-julgamento social,
E por fim os ladrões de grama.

A coruja parada,
Observa calada
Toda essa trama.

Não quer IPTU, IPVA, nem CPI.
Só almeja sair deste drama.

A coruja, coitada,
Está a partir.
Está incomodada
Porque se sente de asas atadas.
Está ali estacionada
Num país que não muda nem nada.

Esta coruja está incorporada
À mim e a você.

Martha Cavalcante e Camilla Costa

13/06/2012

Manipuladamente.

O diferente se torna estranho.
Diferentemente ele age estranhamente.
Estranhamente ele muda sua mente.
Agora passa a agir normalmente,
manipuladamente.

12/06/2012

Dia dos Namorados.

Ah... O dia dos namorados...
O dia em que todos os casais andam com brilhos nos olhos, sorrisos estampados.
O dia em que todos assumem ser apaixonados, bobos.

O comércio se prepara,
as floriculturas se desdobram pra conseguir a maior quantidade de arranjos.
E o motoboy?
Pobre motoboy...
Entrega flor aqui,
chocolate alí,
bilhete pra lá,
e carta acolá.

As mulheres se preparam pra uma noite especial ao lado de seus amados.
E os homens ?

Ah... Os homens pensam na surpresa que terão ao chegarem do trabalho.

Além de pensar na superficialidade, na data comercial, e no presente a ser recebido,
pensemos na pessoa que está ao nosso lado.
Olhemos a quem sempre está conosco.
Nas nossas alegrias, tristezas, superações e dificuldades.

Esta pessoa que tanto nos aguenta,
aguenta nossas chatices, nossas arrogâncias, ignorâncias,
é a mesma pessoa que está lá nos fazendo sorrir quando estamos tristes.
Nos dando forças quando mais precisamos.

Todos os dias são dias dos namorados.
Porém hoje,
olhe no fundo dos olhos de quem você ama,
e declare, sem medo, todo seu amor.

Não esconda, agradeça por essa pessoa estar com você.
Beije-a lentamente e diga o que ela mais quer ouvir.
Diga, sinceramente...
EU TE AMO.

09/06/2012

Desabafo.

Eu não sei o que meu corpo abriga.

Estou dividia entre o tédio e o torpor.

O que pensei ser o meu conto de fadas,

começa a se transformar em um pesadelo.


05/06/2012

Uma saída para um momento de desespero.

O que é ser "apegado" ? Ser  grudado ?
Pra mostrar que se importa com alguém, é necessário ficar ligando a todo momento?
Não sei como que é viver assim. Sou imprestável, não sei ser assim. Eu tenho o meu mundo, as minhas ideias, o meu conceito. Tenho medo de tudo. Tenho medo de mim.
Não gosto dessas críticas desnecessárias. Cobranças absurdas.
Eu me importo, eu amo. Mas eu não fico por ai jogando aos quatro cantos.

02/06/2012

Céu.

Céu, ó céu.

Com sua imensidão.
Quando triste,
chora.
Quando feliz,
brilha.

Céu, ó céu

Por vezes ignorado.
Falam de suas nuvens,
do seu sol, seu luar,
suas estrelas.
Raramente de ti.

Gosto de observar-te
apreciar a tua beleza,
seu azul, seu cinza, seu negro.

Céu, ó céu

Estão acabando com o meu céu
tirando seu sorriso.

Céu, ó meu céu

Por favor,
resista!

Não deixe de ser belo.
Não deixe de ser meu.

Querer-te

Não me importo com nada mais
sorrio sem motivos
sonho acordada.
Ando desligada.

Relembro momentos.
Pequenos momentos, bobos.
Meus momentos
seus momentos
Nossos momentos.

Quero querer-te
ver-te
ter-te.
Fique, porém fique de vez.

Poesias de guardanapo.

Em qualquer lugar.
A qualquer hora.
Não se tem hora,
não se tem lugar.
Basta inspiração.
Ou inquietação?

Menino.

Eu gosto da noite
quando estou contigo.

Gosto de sentir-te,
observar-te.

Tu simplicidade,
teu jeito.

Ora ingênuo
ora maduro.

Aqui menino, ali homem.

Meu menino,
porque me deixa tão confusa?
Menino,
poderia eu chamar-te de meu ?